O Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, marcou mais uma oportunidade para refletir sobre a luta histórica do povo negro no Brasil e sobre os desafios que ainda persistem, especialmente no Sul do país — região onde apenas 27% da população se autodeclara negra, segundo dados do IBGE.
A data, que homenageia Zumbi e Dandara dos Palmares como símbolos de resistência e liberdade, também chama atenção para a necessidade urgente de enfrentar o racismo estrutural que impacta de forma profunda a vida da população negra. No contexto catarinense, considerado um dos estados mais brancos do Brasil, o apagamento de referências e saberes negros se mantém como uma realidade que precisa ser combatida.
Diante desse cenário, o SINDALESC reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade racial e com o enfrentamento ao racismo em todas as suas formas, incluindo no serviço público. A entidade destaca que a construção de um ambiente mais inclusivo passa pela valorização das histórias, trajetórias e produções intelectuais de pessoas negras, que seguem contribuindo para o desenvolvimento de Santa Catarina e do país.
Entre nomes que fortalecem essa narrativa estão Eliane Debus, Chico Preto, Márcia Guimarães, Jeruse Romão, Joana Célia dos Passos, Dandara Manoela e Fábio Garcia — personalidades que representam a diversidade, a resistência e a potência da população negra catarinense.
O SINDALESC reforça que a luta antirracista é contínua e deve ser exercida diariamente nos espaços de trabalho, nas instituições e em toda a sociedade. A data de 20 de novembro é um convite à reflexão e à ação, para que seja possível avançar rumo a um estado e a um país mais justos, diversos e igualitários.